• Adilson Neves

O hábito do ócio como plataforma da criatividade nas organizações

Atualizado: 7 de Nov de 2019



Em tempos de era digital, o aspecto produtividade de colaboradores está em alta, principalmente na questão de manter o foco deles em tempos de WhatsApp, Facebook e outras mídias sociais da internet.

Estava eu revendo alguns pontos do livro “O Poder do Hábito”, best-sellerdo autor Charles Duhigg, e ele aborda a questão da cultura organizacional em sua obra literária, dizendo uma máxima de que a mudança individual está dentro de cada um de nós, o que é a mais pura constatação, ou seja, ninguém muda ninguém.

Ele explora, no livro, que a exploração dos hábitos nos faz entender a produtividade e como acelerar nosso cotidiano pessoal e profissional.

E não é disso que precisamos nesse mundo conectado?

Há um paradigma organizacional antigo de que produtivo é quem está sempre ocupado. Ledo engano. Na sua obra “O Ócio Criativo”, osociólogo italiano, Domenico de Mais, faz questão de defender que a criatividade é fruto do ócio. É preciso uma mente aberta e descansada para pensar e criar.

Se o nosso cérebro – e a Neurociência explica bem isso – se mantém na rotina, ele se acostuma com isso e passa a agir no automático. Ele para de gastar energia em pensar e criar.

A controvérsia dos tempos modernos é que, quanto mais trabalhamos, mais trabalho temos; mas, grande parte do excesso não é produtivo.

Dai, a necessidade de mudança de hábito que seja capaz de conjugar produtividade com satisfação, alegria e ambiência criativa; visando exatamente evitar um dia lotado de incêndios emocionais e operacionais que não permitem tempo para planejar e investir em novas estratégias e processos inovadores.

Quando visitei algumas grandes empresas na Europa, especificamente na Italia, França e Alemanha, pude comprovar o ócio criativo praticado por elas, a partir de ambientes devidamente preparados para esses momentos: salas com música, lavabos, jogos, travesseiros e almofadas, pinturas e até banheiros com materiais para barba e cuidados da pele. Tudo para dar ao colaborador a sensação de descanso e tranquilidade, visando provocar a criatividade.

Claro que olhando de imediato a gente se assusta, mas anos depois fui vendo as empresas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, atuando com este conceito largamente em seus ambientes corporativos.

Uma coisa é certa: as pessoas mais produtivas são aquelas que desenvolvem hábitos que priorizem a criatividade, o ritmo equilibrado e o foco em prioridades bem definidas e claras.

Quero finalizar esse ensaio apropriando-me do relatório do Forum Econômico Mundial que assinalou na lista das 10 soft skillsque deverão compor o perfil de um colaborador de sucesso, a criatividade aparece em segundo lugar como essencial. A lista completa é essa:

1 – pensamento crítico;

2 – criatividade;

3 – coordenação;

4 – negociação;

5 – inteligência emocional;

6 – resolução de problemas complexos;

7 – tomada de decisões;

8 – flexibilidade cognitiva;

9 – orientação para servir;

10 – gestão de pessoas.

Quero crer que o maior desafio nos próximos anos para as organizações será gerar esse mindset - modelo mental - em suas equipes multifuncionais

Prof. Adilson Neves - www.multiplabusiness.com

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