• Adilson Neves

A disrupção chegou à liderança? Será?

Atualizado: 29 de Nov de 2019


A disrupção na liderança

Há uma relação entre a competência gerencial e a competência de liderança na prática dentro de uma organização?

Existe uma relação também entre o poder formal e o informal na ambiência de trabalho?

A disrupção teria chegado à liderança?

Os estudos de liderança já consagrados por autores destacam o pressuposto de que a base do poder gerencial está na hierarquia; porquanto que o poder da liderança está na sua capacidade de gerar o desejo de servir nas pessoas por força principalmente do seu carisma pessoal e do seu exemplo.

No entanto, essa fronteira entre ambas as posições é bem tênue em alguns comportamentos, sendo objetivas e subjetivas ao mesmo tempo, sob o manto das palavras gestor e o chamado líder-gerente.

Imagine essa discussão e comportamento diante do avanço tecnológico e com um altíssimo poder transformacional que vivenciamos no nosso cotidiano, nesse mundo que só fala em inteligência artificial e revolução 4.0?

Eu vivo isso todo dia e sei que o grande desafio dos próximos anos é sintonizar claramente essa reflexão: será que o tecnológico vai suplantar o humano?

Como serão os vínculos de líder e liderado neste mundo global e tecnológico?

Honestamente, não tenho resposta para todas essas perguntas, porque quando chego próximo de uma resposta, as perguntas mudam de novo.

Creio eu que o poder de conexão será o diferencial das pessoas nesse admirável velho mundo novo.

E quanto mais eu entender eu mesmo e o que me construiu como líder, mais fácil será conviver com esta metamorfose quase que diária das relações interpessoais e neste contexto líder e liderado dentro das ambiências organizacionais.

Um lance de coexistência entre o côncavo e o convexo; entre o simples e o complexo; entre o orgânico e o inorgânico; entre o natural e o artificial.

Muito doido isso; mas é algo que consigo perceber no hoje.

Unir situações e comportamentos antagônicos que conceitualmente deveriam se repelir; extrapolar o conhecido e entender o ainda desconhecido; e entender “hologromaticamente” de que o todo está inserido na parte e vice-versa.

Eu sou líder, mas o meu liderado também o é; sendo tudo uma grande troca quase osmótica, como um conjunto integrado de competências individuais e coletivas. Sou uma pessoa e tenho personalidade própria, mas ao mesmo tempo preciso interagir com meus pares, respeitando a aceitando as suas personalidades próprias.

O líder deste mundo novo tem que praticar a “ambidestria” pessoal para ser capaz de gerenciar paradoxos dentro de uma realidade complexa e virtual; sendo capaz de gerir divergentes e contraditórios em constante tensão dialógica; e ser capaz de se desenvolver o tempo todo para atender as demandas do futuro, sem perder o processo do agora.

A chave está justamente no equilíbrio dessas forças.

A boa notícia que deixei para o fim é de que isso já está acontecendo, felizmente.


Prof. Adilson Neves

Professor em Pós-Graduação, Palestrante e Consultor em Gestão Estratégica

www.multiplabusiness.com

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