• Adilson Neves

Os MBA’s estão sendo remodelados com mais humanismo


Novos modelos para MBA's

Como inovar e acompanhar as mudanças na ambiência das escolas de negócio?

Uma pergunta difícil de responder se avaliarmos rapidamente a veloz mudança do mundo, destacando a inteligência artificial e essa relação máquina|homem|computador|smartphone.

Sou professor, hoje mais focado em atuar em cursos de pós-graduação, honradamente como um dos nomes de uma das melhores escolas de negócios do Brasil: a ESIC, sediada em Curitiba, a linda capital do Paraná.

O que tenho percebido é que há uma competição global com as suas plataformas globais que, por força da internet, atinge cada faculdade aqui no Brasil também. Só para dar um exemplo, dos vários existentes, posso citar aqui a Coursera e a Edx, que são plataformas de ensino global em EAD, que oferecem cursos on line e, é claro, compete em preços e currículos com as nossas faculdades.

Naturalmente, nesse ensaio, não tenho respostas completas, mas a minha abordagem é a reflexão.

Ultimamente, tenho estudado um pouco sobre propósito, seja no âmbito pessoal como no organizacional, e percebido que as pessoas em geral querem entender e vivenciar isso em suas vidas, até mesmo por causa dessas mudanças a velocidade da luz que experimentamos diariamente.

O que realmente é relevante ter em meu currículo enquanto profissional?

Essa pergunta nos remete automaticamente a valores e propósito.

Seria a falta disso que tem levado os famosos MBA’s norte-americanos, de escolas como Havard, Stanford e Duke, apenas citando duas, a perderem sete por cento menos candidaturas em 2018?

Eu não tenho uma resposta completa, apenas coloquei aqui os números divulgados nos Estados Unidos pelo GMAC - Conselho de Admissão de Pós-Graduação em Gestão que pesquisou isso.

E como Havard, Stanford e Duke reagiram?

Começaram a retornar para a grade curricular matérias como “Liderança e Responsabilidade Corporativa”, “Filosofia aplicada aos negócios”, “Capitalismo e Propósito em um mundo de diferenças”, ou seja, retornando com mais ênfase matérias que envolvem o aprendizado de teorias e visões de pensamento filosófico como complemento as habilidades técnicas, como mindset de entendimento mais amplo do ser humano e suas relações com o mundo; gerando noções das diferentes abordagens da sociologia, da psicologia, do direito e da filosofia.

A busca de um comprometimento com o entendimento do ser humano e suas relações com a sociedade.

Mesmo na nova tendência de “micromestrados” e “miniMBA” com foco específico em áreas como finanças, administração, marketing e logística, como está fazendo a Universidade de Boston com seu modelo de EAD, junto a plataforma Edx, essa preocupação está muito evidente.

Assisti a entrevista ao vivo do professor israelense Yuval Noah Harari, professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, no programa Roda Viva da TV Cultura, e percebi que ele defendeu o tempo todo essa preocupação para as escolas e confirmou que escolas do mundo tem aberto portas para essa abordagem mais híbrida, de modo a gerar equilíbrio entre o tecnico e o humano em seus alunos, de forma a construir um futuro melhor.

Um tempo de repensar o futuro.

Então, que comecemos; ou será recomecemos.


Prof. Adilson Neves

Palestrante, professor e consultor em Gestão Estratégica

www.multiplabusiness.com

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